
Falar de saúde mental é falar de cuidado, dignidade, liberdade e direito à cidade.
Durante muito tempo, pessoas em sofrimento psíquico foram afastadas da convivência social, isoladas, silenciadas e tratadas como se não tivessem direito de circular, criar vínculos, ocupar espaços públicos e viver com autonomia. A luta antimanicomial nasce justamente da defesa de outro modelo de cuidado: aberto, comunitário, humanizado e construído em rede. Um modelo que entende que saúde mental não se cuida com exclusão, mas com acolhimento, acompanhamento, convivência, cultura, moradia, trabalho, vínculos e presença no território. No nosso mandato, a saúde mental foi tratada como política pública essencial. Defendemos o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, a valorização dos serviços substitutivos, o cuidado em liberdade e a criação de espaços que promovam convivência, autonomia e pertencimento. Porque saúde mental não é assunto secundário. É vida cotidiana, é direito, é cuidado e é responsabilidade do poder público.
• Cuidado em liberdade: Defendemos uma política de saúde mental que respeite a autonomia, a dignidade e o direito das pessoas viverem em comunidade.
• Rede de Atenção Psicossocial fortalecida: CAPS, serviços residenciais terapêuticos, centros de convivência, unidades de acolhimento, leitos em hospitais gerais e atenção básica precisam funcionar de forma articulada.
• Luta antimanicomial como princípio: Cuidar não é isolar. Cuidar é garantir acolhimento, vínculo, acompanhamento, circulação pela cidade e respeito à história de cada pessoa.
• Centro de Convivência e Cultura: Defendemos a criação de espaços de sociabilidade, produção, oficinas e atividades coletivas para fortalecer laços sociais e ampliar possibilidades de cuidado.
• Saúde mental como política de cidade: O sofrimento psíquico não se resolve apenas dentro de consultórios ou unidades de saúde. Ele também se relaciona com moradia, trabalho, cultura, assistência social, educação, renda, vínculos e participação comunitária.


Nosso mandato atuou em defesa da luta antimanicomial e do cuidado em liberdade, reforçando a importância de uma política de saúde mental aberta, comunitária e humanizada. Essa luta afirma que pessoas em sofrimento psíquico não devem ser isoladas da sociedade. Elas têm direito ao cuidado, à convivência, ao território, à cultura, ao afeto, à cidade e à construção de uma vida com autonomia. A saúde mental precisa ser tratada com seriedade, sem preconceito e sem retrocessos.
Uma das ações importantes do mandato foi a lei de nomeação do CAPS II como “Amigos da Liberdade”.
O nome carrega um sentido político e afetivo muito forte: liberdade é parte do cuidado. A política pública de saúde mental deve reconhecer a história da luta antimanicomial e reafirmar que o cuidado não pode ser construído pela lógica do isolamento. Nomear um serviço também é marcar uma posição: São Carlos precisa defender uma saúde mental baseada em dignidade, vínculo, respeito e liberdade.

Nosso mandato defendeu o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, a RAPS, responsável por organizar os serviços de cuidado em saúde mental no município. Essa rede é composta por diferentes serviços e equipamentos, como os Centros de Atenção Psicossocial, os Serviços Residenciais Terapêuticos, os Centros de Convivência e Cultura, as Unidades de Acolhimento, os leitos de atenção integral em hospitais gerais e CAPS III, além da rede básica de saúde. Para funcionar de verdade, essa rede precisa estar estruturada, articulada e presente no território. Não basta existir no papel. É preciso ter equipe, fluxo, acolhimento, continuidade de cuidado e integração entre os serviços.
A Política Nacional de Saúde Mental busca consolidar um modelo de atenção aberto e de base comunitária. Isso significa garantir que pessoas em sofrimento psíquico possam circular pelos serviços, pela comunidade e pela cidade, sem serem reduzidas ao diagnóstico ou afastadas da convivência social. Nosso mandato defendeu esse modelo porque acredita que saúde mental se constrói com liberdade, vínculo, escuta, território e participação. O cuidado precisa acompanhar a vida real das pessoas, não separá-las dela.

Nosso mandato defendeu a criação do Centro de Convivência e Cultura em São Carlos. Esse serviço compõe a rede substitutiva de saúde mental e oferece espaços de sociabilidade, produção, oficinas, atividades coletivas e intervenção na cidade para pessoas em sofrimento psíquico. O Centro de Convivência e Cultura é importante porque amplia o cuidado para além do atendimento clínico. Ele cria possibilidades de encontro, expressão, criação, trabalho coletivo, construção de laços e pertencimento. Cuidar da saúde mental também é garantir espaços onde as pessoas possam conviver, produzir cultura e se reconhecer como parte da cidade.
A defesa do Centro de Convivência e Cultura também afirma uma ideia central: saúde mental não se cuida apenas com remédio e consulta. Oficinas, música, artesanato, teatro, artes visuais, atividades coletivas e convivência comunitária também são formas de cuidado. As equipes desses centros podem reunir oficineiros, artistas plásticos, músicos, atores, artesãos e profissionais de nível superior, criando um espaço vivo, plural e conectado com a cidade. Quando a pessoa participa, cria, troca, ocupa espaços e constrói vínculos, o cuidado deixa de ser apenas tratamento e passa a ser também reconstrução de vida.
• Lei de nomeação do CAPS II — Amigos da Liberdade: Nosso mandato atuou na aprovação da lei que nomeia o CAPS II como “Amigos da Liberdade”. A iniciativa valoriza a trajetória da luta antimanicomial em São Carlos e reafirma o compromisso com uma política de saúde mental baseada no cuidado em liberdade.
• Defesa da Rede de Atenção Psicossocial: Atuamos pelo fortalecimento da RAPS em São Carlos, defendendo uma rede mais estruturada, integrada e capaz de acolher a população com dignidade. A saúde mental precisa ser cuidada em rede, com serviços que conversem entre si e garantam acompanhamento contínuo.
• Defesa do Centro de Convivência e Cultura: Nosso mandato defendeu a criação do Centro de Convivência e Cultura, um serviço fundamental para ampliar a rede substitutiva em saúde mental.
Esse equipamento é essencial para promover sociabilidade, cultura, vínculos e participação das pessoas em sofrimento psíquico na vida da cidade.


A saúde mental precisa ser tratada como uma política pública permanente, e não como resposta improvisada quando o sofrimento já se agravou. Uma cidade que cuida da saúde mental da sua população precisa fortalecer a rede, garantir serviços abertos, combater preconceitos, investir em convivência e defender a liberdade como parte do cuidado. Ao longo do mandato, a atuação nessa pauta reafirmou um compromisso: ninguém deve ser isolado, abandonado ou tratado sem dignidade por estar em sofrimento psíquico. Porque cuidar da saúde mental é cuidar da vida. E uma cidade verdadeiramente democrática precisa garantir que todas as pessoas tenham direito ao cuidado, à convivência e à liberdade.
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