
Falar de igualdade racial é falar de história, de memória, de direitos e de enfrentamento ao racismo estrutural que ainda organiza muitas desigualdades no Brasil e também em São Carlos. Em nosso mandato, essa pauta não foi tratada como uma homenagem simbólica feita apenas no mês de novembro. Foi construída como compromisso permanente: com leis, prêmios, requerimentos, fiscalização, ações culturais, emendas e diálogo constante com o Conselho Municipal da Comunidade Negra.
Porque combater o racismo exige mais do que boas intenções. Exige política pública, orçamento, presença institucional, educação antirracista, valorização da cultura negra e reconhecimento de quem constrói a cidade todos os dias. A igualdade racial, para nós, é parte central de um projeto de cidade mais justa, democrática e comprometida com a vida da população negra.
• Memória e reconhecimento: Uma cidade que não reconhece a história da população negra também apaga parte de si mesma. Por isso, valorizamos iniciativas que preservam memórias, trajetórias e contribuições negras para São Carlos.
• Educação antirracista: A escola tem papel fundamental no enfrentamento ao racismo. Defender a aplicação das Leis 10.639/03 e 11.645/08 é garantir que a história e a cultura afro-brasileira, africana e indígena estejam presentes no cotidiano escolar.
• Representatividade com responsabilidade pública: A população negra precisa estar representada nas campanhas, nos materiais institucionais, nos espaços de decisão e nas políticas públicas. Representação também é disputa de imaginário.
• Cultura como política de vida: Rap, break, grafite, batalha de rima, DJs, literatura, arte e educação popular são caminhos de expressão, pertencimento e proteção, especialmente para a juventude negra e periférica.
• Enfrentamento à violência e ao racismo institucional: Não basta falar em igualdade racial sem olhar para a violência que atinge de forma mais dura a população negra, especialmente a juventude. É preciso cobrar dados, políticas, formação e responsabilidade do poder público.


Nosso mandato foi autor da Lei Municipal nº 20.415/2021, que instituiu o dia 20 de novembro como Dia da Consciência Negra em São Carlos, em diálogo com o Conselho Municipal da Comunidade Negra.
Essa conquista marca oficialmente, no calendário da cidade, a memória de Zumbi, de Dandara e de todo o povo negro que luta por igualdade. Mais do que uma data, o Dia da Consciência Negra é um chamado permanente: para que todos os dias sejam dias de enfrentamento ao racismo, valorização da história negra e construção de uma cidade mais justa.
A Câmara aprovou lei para que o Hino à Negritude seja tocado nas escolas de São Carlos. Essa iniciativa fortalece a presença da história, da cultura e da valorização da população negra no ambiente escolar. A educação antirracista também se constrói por meio de símbolos, referências, músicas, histórias e práticas que ajudam estudantes a reconhecerem a importância da população negra na formação do Brasil.

Criado em parceria com o Conselho Municipal da Comunidade Negra, o Selo Carolina Maria de Jesus reconhece anualmente uma unidade escolar e uma profissional da educação que tenham se destacado por ações voltadas ao ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, conforme as Leis 10.639/03 e 11.645/08. Em 2025, aconteceu a 4ª edição do Selo, com 22 profissionais e 13 instituições inscritas. A iniciativa valoriza quem enfrenta o racismo no dia a dia da escola, transforma o currículo em prática viva e mostra que educação antirracista se faz com compromisso, projeto pedagógico e coragem.
O Prêmio Chica Lopes foi criado pelo nosso mandato em conjunto com o Conselho Municipal da Comunidade Negra para reconhecer, todos os anos, um homem e uma mulher da comunidade negra que tenham contribuído de forma destacada para a promoção da igualdade racial em São Carlos.
Em 2025, realizamos a 4ª edição do prêmio, a primeira premiação da Câmara Municipal de São Carlos dedicada a reconhecer a contribuição da comunidade negra na cidade. Na edição realizada em 10 de novembro, foram homenageadas duas pessoas negras que fazem história em São Carlos: Antonio Carlos Leme e Micheli Ferreira Lima. Reconhecer essas trajetórias é afirmar que a história da cidade também é construída pela população negra, muitas vezes sem o devido reconhecimento público.

Nosso mandato aprovou projeto de lei que garante o mínimo de 30% de modelos e atores negros e negras nas peças publicitárias de todo o poder público municipal. Essa lei é importante porque a comunicação pública também educa. Quando o poder público produz campanhas, materiais e peças institucionais, ele ajuda a construir imagens sobre quem pertence à cidade, quem aparece, quem é representado e quem é reconhecido. Garantir presença negra na publicidade institucional é uma forma concreta de enfrentar apagamentos e ampliar representatividade.
Aprovamos a lei que cria o Programa de Letramento das Relações Étnico-Raciais na Guarda Municipal de São Carlos. A proposta prevê cursos e oficinas sobre racismo, direitos humanos, história negra e indígena, contribuindo para uma atuação mais justa, respeitosa e preparada no contato com a população.
A lei também prevê o acompanhamento do programa por um comitê com diferentes instituições, fortalecendo o controle social e a responsabilidade pública. Combater o racismo institucional exige formação, escuta, mudança de prática e compromisso permanente.

Protocolamos uma série de requerimentos cobrando informações da Prefeitura sobre políticas de igualdade racial em diferentes secretarias municipais. Essas cobranças buscaram entender se o município possui ações, dados, programas e planejamento para enfrentar o racismo e promover igualdade racial de forma efetiva. Porque política pública precisa sair do discurso. Para existir de verdade, precisa ter diagnóstico, orçamento, equipe, metas, execução e transparência.
A inquietação com a violência e com a morte, principalmente entre a juventude negra em São Carlos, nos levou a pensar coletivamente políticas públicas de cultura e vida para a juventude. Com emenda indicada pelo nosso mandato, foi realizado o evento HIP HOP Salva — Juventude Quer Viver!, com oficinas e shows de rap, break, batalha de rima, DJs e grafite, além de uma conversa sobre políticas públicas com e para a juventude. A cultura salva porque cria pertencimento, voz, comunidade, perspectiva e espaço de expressão. Para a juventude negra e periférica, cultura também é direito, proteção e possibilidade de futuro.

Nosso mandato apoiou e fortaleceu a Marcha da Consciência Negra, reconhecendo a importância da mobilização popular na luta contra o racismo. A marcha ocupa a cidade com memória, denúncia e reivindicação. É um momento de afirmar que a população negra tem história, tem voz, tem direito à cidade e exige políticas públicas de igualdade racial durante todo o ano.
Indicamos a compra da Coleção Black Power para o Sistema Integrado de Bibliotecas de São Carlos.
Essa ação fortalece o acesso a obras que valorizam a história, a identidade, a cultura e o protagonismo negro, contribuindo para uma formação mais plural, antirracista e conectada com a realidade da população brasileira. Biblioteca pública também é lugar de reparação simbólica, formação cidadã e ampliação de repertório.
• Lei Municipal nº 20.415/2021 — Dia da Consciência Negra: Instituímos o dia 20 de novembro como Dia da Consciência Negra em São Carlos, em diálogo com o Conselho Municipal da Comunidade Negra.
A lei reconhece oficialmente a importância da data no calendário da cidade e fortalece a memória da luta negra por liberdade, igualdade e justiça.
• Lei Municipal — Hino à Negritude nas escolas: Aprovamos a lei para que o Hino à Negritude seja tocado nas escolas de São Carlos. A medida contribui para fortalecer práticas de educação antirracista e valorizar a história e a cultura negra no ambiente escolar.
• Lei Municipal — 30% de modelos e atores negros na publicidade pública: Aprovamos a lei que garante o mínimo de 30% de modelos e atores negros e negras em peças publicitárias de todo o poder público municipal. A comunicação institucional precisa representar a população da cidade. Essa lei ajuda a combater apagamentos e ampliar a presença negra nos materiais públicos.
• Lei Municipal — Programa de Letramento Racial na Guarda Municipal: Aprovamos a lei que cria o Programa de Letramento das Relações Étnico-Raciais na Guarda Municipal de São Carlos, com formações sobre racismo, direitos humanos, história negra e indígena. A proposta fortalece o enfrentamento ao racismo institucional e contribui para uma atuação mais respeitosa e qualificada da Guarda Municipal.

• Projeto de Decreto Legislativo — Prêmio Chica Lopes: Aprovamos o Prêmio Chica Lopes, criado em conjunto com o Conselho Municipal da Comunidade Negra. O prêmio reconhece anualmente pessoas negras que se destacam na promoção da igualdade racial em São Carlos, valorizando trajetórias que ajudam a construir uma cidade mais justa.
• Selo Carolina Maria de Jesus: Criamos, em parceria com o Conselho Municipal da Comunidade Negra, o Selo Carolina Maria de Jesus, voltado ao reconhecimento de escolas e profissionais da educação que desenvolvem projetos antirracistas. O selo valoriza práticas que efetivam as Leis 10.639/03 e 11.645/08 e ajudam a transformar a educação antirracista em realidade nas escolas.
• 10 proposições sobre igualdade racial: Ao longo do mandato, apresentamos 10 proposições sobre igualdade racial, entre requerimentos e indicações. Essas proposições cobraram informações, ações e planejamento do poder público para enfrentar o racismo, fortalecer políticas de igualdade racial e garantir mais transparência sobre o que o município tem feito nessa área.
• Emendas parlamentares para cultura, juventude e igualdade racial: Destinamos R$ 50 mil em emendas parlamentares para ações ligadas à cultura, juventude e promoção da igualdade racial.
Entre essas iniciativas, está o fortalecimento de ações como o HIP HOP Salva — Juventude Quer Viver!, que reconhece a cultura como política pública de vida, pertencimento e proteção.


O enfrentamento ao racismo precisa estar presente nas leis, nas escolas, na cultura, na segurança pública, na comunicação institucional e no orçamento. Ao longo do mandato, a atuação pela igualdade racial foi construída em diálogo com o Conselho Municipal da Comunidade Negra, com educadoras e educadores, artistas, movimentos sociais, juventudes e pessoas que fazem da luta antirracista uma prática diária em São Carlos. Esse trabalho deixa um caminho aberto: fortalecer políticas públicas, ampliar a representatividade, enfrentar o racismo institucional e garantir que a população negra seja reconhecida, respeitada e protegida em todos os espaços da cidade. Porque igualdade racial não é uma pauta de novembro. É compromisso permanente com a democracia, com a justiça e com a vida.
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Venha participar da construção de uma São Carlos melhor, mais justa e igualitária.
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