
Cultura não é acessório da cidade. É o que mantém a cidade viva. É memória, identidade, formação, economia, ocupação dos espaços públicos e geração de renda. Está na praça, na música, no circo, no lanche prensado, nas feiras, nos coletivos, nos artistas e nas iniciativas populares que constroem a cidade todos os dias. Mas para existir de verdade, cultura precisa de política pública: com participação, transparência, planejamento e recurso chegando em quem faz a cultura acontecer. No nosso mandato, cultura foi tratada como política estrutural. Isso significa acompanhar conselho, cobrar conferência, fiscalizar fundo, vigiar licitações, defender recursos e transformar reconhecimento em lei. Porque quando a cultura não é prioridade, o que acontece é abandono, desorganização e perda de oportunidades — inclusive de recursos que já existem.
• Cultura como direito: Acesso, espaço público, continuidade e política permanente — não ação pontual.
• Democracia cultural: Conselho ativo, conferência funcionando e participação real de quem faz cultura.
• Transparência e controle público: O dinheiro da cultura tem destino e precisa ser fiscalizado.
• Valorização de quem faz cultura: Artistas, coletivos, produtores, fazedores de cultura e iniciativas populares precisam ser reconhecidos como trabalhadores da cidade.
• Cultura como economia e geração de renda: Cultura movimenta a cidade, gera trabalho, fortalece territórios e precisa estar no planejamento econômico.


Nosso mandato travou uma longa batalha pela reativação do Conselho Municipal de Cultura, que estava paralisado. Convocamos audiências públicas, realizamos reuniões e aprovamos uma emenda obrigando a Prefeitura a realizar a Conferência Municipal para eleger o Conselho. O processo não foi simples: o Conselho chegou a ser reativado com baixa participação do poder público, o que gerou crise, renúncia coletiva dos conselheiros e denúncia ao Ministério Público. Mas o mais importante aconteceu: a própria classe artística se reorganizou, construiu a Conferência e restabeleceu o Conselho. Isso mostra algo fundamental: quando o poder público falha, a cultura resiste — mas precisa de estrutura para não depender só disso.
Nosso mandato fiscaliza periodicamente os recursos do Fundo Municipal de Cultura. Protocolamos requerimentos cobrando transparência sobre como o dinheiro está sendo utilizado, quais critérios são adotados e para onde os recursos estão indo. Porque recurso da cultura não é favor. É direito. E precisa chegar a quem produz cultura na cidade.

Ao longo de todo o mandato, acompanhamos de perto as licitações da cultura, exercendo o papel de fiscalização do poder executivo. Isso significa analisar contratos, acompanhar decisões e cobrar transparência para garantir que a política cultural seja pública, de qualidade e acessível. Sem fiscalização, o recurso não chega. E quando chega, muitas vezes não chega para quem deveria.
Nosso mandato denunciou a ineficiência da Prefeitura ao deixar de utilizar R$ 370 mil da Lei Paulo Gustavo, que seriam destinados à criação de uma sala de cinema em São Carlos. O resultado foi a devolução do recurso — e a perda de um novo espaço público de cultura para a cidade. Isso mostra um problema sério: não basta ter recurso disponível. É preciso capacidade de gestão, compromisso político e prioridade para que ele vire política pública de verdade.

Nos momentos em que a cidade precisou decidir sobre o uso dos recursos, nosso mandato esteve presente. Participamos de audiências públicas da Lei Paulo Gustavo e, em 2025, presidimos a Audiência Pública da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), garantindo transparência e participação da sociedade na definição dos editais e investimentos. A cultura não pode ser decidida a portas fechadas. Quem faz cultura precisa participar da definição de como o recurso será utilizado.
Nosso mandato destinou emendas parlamentares para diversos projetos culturais, fortalecendo iniciativas concretas na cidade. Entre elas:
• Projeto Arrelia – No Circo é Só Alegria, com aulas gratuitas de circo para jovens
• Feira de troca de brinquedos, incentivando consumo consciente e cultura comunitária
• Outras iniciativas que ampliam acesso, formação e participação cultural
Ao todo, foram R$ 398 mil em emendas destinadas para a cultura.
Porque política cultural também se faz com investimento direto.

Aprovamos a lei que institui o mês do Lanche Prensado em São Carlos. Mais do que uma curiosidade, essa lei reconhece um elemento da identidade cultural da cidade e fortalece toda uma cadeia produtiva local. A proposta foi construída em diálogo com donos de lanchonetes e trabalhadores do setor, mostrando que cultura também está no cotidiano, na comida, na tradição e na economia local.
Nosso mandato acompanha de perto o Conselho Municipal de Política Cultural e mantém compromisso com espaços de articulação como o Fórum Cultura na Pauta. Esses espaços são fundamentais para garantir diversidade, escuta, controle social e construção coletiva das políticas culturais.
• Lei — Festival de Inverno da Praça XV: Em 2025, aprovamos a lei que inclui o Festival de Inverno da Praça XV no calendário oficial de São Carlos. Na prática, isso fortalece um evento que movimenta a cidade, gera renda, valoriza a cultura popular e amplia o acesso da população à produção cultural.
• Lei — Dia do Choro: Aprovamos a lei que institui o Dia do Choro, celebrado em 23 de abril, no calendário oficial do município. A lei reconhece o choro como parte importante da cultura brasileira e dialoga com a tradição cultural de São Carlos, valorizando músicos locais e aproximando a população desse gênero.
• Emenda legislativa para garantir Conferência de Cultura: Aprovamos emenda que obrigou a realização da Conferência Municipal de Cultura, garantindo a retomada do Conselho e fortalecendo a participação social.
• 10 proposições sobre cultura: Ao longo do mandato, apresentamos 10 proposições relacionadas à cultura, entre requerimentos e indicações. Essas proposições trataram de temas como transparência, funcionamento do fundo, licitações, políticas culturais e estrutura institucional da cultura no município.
• 4 projetos contemplados com emendas parlamentares: Nosso mandato destinou recursos para 4 projetos culturais, fortalecendo iniciativas de formação, acesso, produção e circulação cultural.
• Emendas parlamentares para cultura: Ao todo, destinamos R$ 398 mil em emendas parlamentares para a cultura. Esses recursos ajudaram a garantir que projetos saíssem do papel e chegassem à população.


A atuação do mandato na cultura mostrou algo muito claro: Quando a cultura tem participação, tem controle social, tem orçamento e tem compromisso político, ela se fortalece. Quando não tem, a cidade perde — perde espaço, perde recurso, perde oportunidade. Defender cultura é defender trabalho, renda, identidade, memória e vida coletiva. É garantir que a cidade não seja só um lugar de passagem, mas um lugar de encontro. E esse é um caminho que precisa continuar sendo construído.
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